Patrocínio

Um novo significado para Salvador

O fotógrafo francês Jean-François Rauzier desembarca mais uma vez no Brasil para a última etapa de sua bem-sucedida mostra Hiperfotos , onde buscou inspiração em algumas capitais brasileiras . Desta vez, o artista nos brinda com sua visão fotográfica de Salvador. Pelas mãos e olhos de Rauzier, a primeira capital do Brasil foi revelada sob uma nova perspectiva e os elementos caraterísticos de sua cultura ganharam um novo significado. Com esse trabalho, Rauzier encerra um ciclo. Em um ano, o fotógrafo expôs suas obras em três cidades brasileiras, todas elas capitais do Brasil em algum momento da história do país: Rio de Janeiro, Brasília e Salvador. Com o apoio da Caixa Seguradora, ele realizou um grande projeto e nós, mais uma vez, contribuímos para democratizar a cultura, impactando positivamente milhares de brasileiros que anseiam pela arte que encanta, transforma a visão do mundo e é acessível. Continuamos o nosso caminho fazendo o que nos propomos: trazer à realidade projetos que tangibilizem a arte em todas as suas formas para todo o tipo de público. Por ora, esperamos que os espectadores de Hiperfotos percebam o quão minuciosa é a técnica de Rauzier e que sua obra sirva de inspiração para a geração futura de artistas brasileiros. Thierry Claudon, Presidente Caixa Seguradora. Setembro 2016.  

Esta terceira exposição em Salvador encerra o ciclo de homenagens que eu queria prestar às três capitais políticas do Brasil.

Santos, 2016 O olhar aquilino e onírico de meu amigo Jean-François Rauzier, em suas hiperfotos sobre a cultura e a arquitetura destas cidades governamentais, tornou-se o melhor embaixador digital de minhas emoções tropicais. Gostaria de agradecer às instituições brasileiras, entre as quais o Ministério da Cultura e minha principal parceira, a Caixa Seguradora, que confiaram em mim, por três anos, para mostrar ao inventor da hiperfoto as pegadas da humanidade brasileira sobre os muros dos palácios. Abraço com um sorriso baiano todos os membros de minha equipe, entre os quais meu talentoso cúmplice Marc Pottier, bem como todo o pessoal dos museus e os estudantes, pela extraordinária mobilização de seus dotes a serviço das artes visuais. Rauzier nos mostra no MAM de Salvador sua visão do sincretismo contemporâneo, das religiões visíveis e invisíveis praticadas por milhões de conversos que vieram enriquecer o destino do Brasil com sua resiliência. Trata-se sem dúvida da experimentação de uma multiplicidade de formas de crer na mesma coisa, mais do que uma verdadeira teologia. Este novo dogma carrega valores tais como a consciência ecológica, a ética do desenvolvimento sustentável, o retorno ao “natural”, a alteridade, o apetite pelo distante e a saúde. O artesanato tradicional do Pelourinho também está vitaminado em suas hiperfotos. O arco desenhado sobre a foto Santos (esquerda) é tanto uma arma de caça aos detalhes quanto uma declaração de amor ao estado da Bahia. Rauzier dá razão a esta frase redigida por Nietzsche em 1882, em A vontade de poder: “A arte a serviço da ilusão, eis o nosso culto.”   Amanhã, as câmeras do artista serão apontadas para a capital econômica do Brasil. São Paulo, cidade em perpétuo movimento, abriga mais de 11 milhões de almas, ou seja, um pouco mais do que toda a população de Portugal. Rauzier nos reservará surpresas inéditas para uma grande exposição museática. Bertrand Dussauge, Idealizador e Produtor Geral. Setembro 2016     1610sponsors_box-logos-catalogo-salvador