Artista

Jean-François Rauzier, Artista (1952)

Ao percorrer Salvador da Bahia, fui imediatamente capturado por sua atmosfera mística, suas inúmeras igrejas, seus terreiros, símbolos que ritmaram minha visita. Fiquei no Hotel Villa Bahia, este casarão do século XVII cujo diretor, Bruno Guinard, apaixonado por História, rapidamente me fez descobrir a primeira mikvé clandestina das Américas, dentro de seu hotel! Foi o padre superior franciscano, cujo mosteiro é contíguo ao meu hotel de charme e de luxo, quem revelaria ao Bruno, lendo a Torá, os segredos do sincretismo religioso entre os judeus ou protestantes convertidos e os jovens batizados de Salvador. Imaginei então um pentáptico somente com os ouros ou os anjos inocentemente sexuados desta igreja franciscana. Pouco tempo depois, encontro o padre da igreja dos escravos, que fotografo no Pelourinho e que me confessa sua participação em cerimônias de candomblé. Minha surpresa é enorme e minha inspiração, profunda. Minhas visões barrocas são magnificadas por esta arte religiosa. Após meus jantares baianos doces e apimentados, adormeço ao som da percussão da Escola de Música Didá. Quis, portanto, homenagear estes orixás tornados santos cristãos, divindades iorubás dos milhões de escravos que vieram povoar este Brasil emergente. Estas crenças africanas vieram se sobrepor à religião católica dos jesuítas portugueses. Esse sincretismo total, selvagem, essa fé universal, esses ritos complexos importados da África, tentei traduzi-los visualmente fundindo tudo que vi nestes meus últimos três anos no Brasil. Jean-François Rauzier, Setembro 2016.

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Criador não convencional de um mundo onírico pós-moderno,

Jean-François Rauzier se interroga, através de suas hiperfotos, sobre o futuro de nosso patrimônio. Com seus mundos quiméricos, ele oferece uma reflexão sobre nossa percepção do mundo e sobre os grandes temas que alicerçam nossas sociedades: a cultura, a ciência, o progresso, a opressão, a ecologia, a utopia, a liberdade, a saúde… Reconhecido por suas arquiteturas imaginárias e por suas numerosas referências culturais e populares, ele transforma os vestígios em verdadeiras utopias e questiona a cidade do futuro, bem como o nosso lugar no mundo moderno, através de padrões de construção diferentes. Chamado de « reencantador do real » pelo crítico de arte e curador de exposição Damien Sausset e colocado no mesmo patamar dos artistas « barrocos numéricos » pelo curador de exposição Régis Cotentin, Rauzier já teve sua obra exposta em várias instituições internacionais (Fundação Annenberg de Los Angeles, Palácio das Belas-Artes de Lille, MOMA de Moscou, Centro Cultural de Botânica de Bruxelas, etc) e está presente em coleções de arte contemporânea (Louis Vuitton, Instituto Cultural B. Magrez, Cidade de Versailles, etc…). Virginie Epry (Agente do Rauzier)

Jean-François RAUZIER

Jean-François Rauzier no Senado Federal DF

Jean-François Rauzier no Senado Federal DF

 
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Jean-François Rauzier no escritorio do Palacio da Alvorada DF

 
Brasí’lia - 2016 Abertura da exposi‹ção "Hiperfoto-Brasí’lia" de Jean-François Rauzier, no Museu Nacional da Repúœblica.

Brasí’lia – 2016 Abertura da exposi‹ção « Hiperfoto-Brasí’lia » de Jean-François Rauzier, no Museu Nacional da Repúœblica.

 
JF Rauzier no teto do Tribunal Superior Electoral. DF

JF Rauzier no têto do Tribunal Superior Electoral. DF

Bras’lia - 19.04.2016 Vernissage da exposi‹o "Hiperfoto Brasil - Bras’lia" de Jean-Franois Rauzier, no Museu Nacional da Repœblica.

Bras’lia – 2016
Vernissage da exposi‹ção « Hiperfoto-Brasí’lia » de Jean-François Rauzier, no Museu Nacional da Repúœblica.

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