Patrocínio

Arte e cultura pelas lentes generosas de Rauzier

Esse é o segundo ano em que a Caixa Seguradora dedica sua vocação cultural no tão original projeto do fotógrafo plástico francês Jean-François Rauzier. Em sua visita ao Brasil, no último ano, Rauzier retratou Brasília, capital do país, por meio de suas lentes e de seu olhar generoso, e fez questão de compartilhar seu talento com os integrantes da oficina de fotografia do nosso programa social, o Jovem de Expressão. A generosidade e a arte peculiar de Rauzier foram elementos decisivos para que escolhêssemos patrocinar essa exposição por mais um período. Somado a isso, a mostra atende ainda a outras duas premissas que sempre buscamos em nossos incentivos culturais: aproximar o público de projetos inovadores e inclusivos, que transformem sua visão do mundo; e valorizar o intercâmbio entre Brasil e França – países de nossas acionistas, a brasileira CAIXA e a francesa CNP Assurances. Nos últimos onze anos, o desejo de colocar em prática nosso DNA cultural trouxe à realidade projetos importantes que, de alguma forma, impactaram positivamente a vida de milhares de pessoas. Esperamos que essa exposição siga o mesmo trajeto e continue fazendo realmente a diferença na vida de quem sabe a importância de consumir arte e cultura em suas diferentes formas. Divirtam-se. Thierry Claudon, Presidente Caixa Seguradora. Janeiro 2016.  

As linhas da Liberdade

Niemeyer sempre foi guiado pela cultura francesa. Oscar evoluía num círculo de criativos e engenheiros poetas. Hoje, Rauzier se juntou a este círculo. Oscar Niemeyer: jovem estudante, estuda no liceu francês do Rio de Janeiro. Jovem arquiteto, respeitará os ângulos retos de Le Corbusier. Jovem revolucionário, seguirá a filosofia de Jean-Paul Sartre. Exilado em Paris, André Malraux lhe permitirá conceber edifícios, começando pela cidade de Grasse, e em seguida a sede do Partido Comunista em Paris. Oscar queria libertar a arquitetura do dogma e das funções. Ele ia ao encontro da liberdade estética que o concreto armado permitia. Oscar amava assim a curva livre e sensual, como mostram seus desenhos onde aparecem belas silhuetas alongadas, vizinhas de cúpulas. Oscar magnificou a capital utópica do presidente Kubitschek. Rauzier emocionará gerações de arquitetos para que eles se unam ao círculo de Oscar. É exatamente este encontro e esta inspiração que Rauzier soube traduzir admiravelmente, com muita liberdade, na composição das linhas curvas de Brasília. Bertrand Dussauge, Idealizador. Janeiro 2016     1507PatrocinadorV2