Artista

Jean-François Rauzier, Artista (1952)

Brasília, as obras na obra, um desafio moderno!

Acostumado a lidar com cidades históricas com acentos barrocos pronunciados, como Versalhes, Paris, Istambul ou ainda Barcelona, vejo-me diante de Brasília, joia da arquitetura depurada, minimalista, concreta. Seus efeitos de volume, sua regularidade, sua materialidade me remetem às propostas de Gropius, ao talento de Le Corbusier. Hiperfotografar Brasília é um exercício de estilo, um processo delicado. Eu precisava, portanto, ir mais longe, antecipar, buscar a vanguarda, prestando homenagem assim ao espírito emblemático da cidade-obra de Oscar Niemeyer. Foram os modernistas brasileiros – cujas produções, qualquer que seja o meio, preenchem as salas dos edifícios oficiais da capital administrativa – que me deram um novo sopro. Um vento de juventude. Me lembrei de minha adolescência, nos anos 70, quando eu visitava, no sul da França, os diversos museus dedicados às imensas figuras que são: Fernand Léger, Vasarely, Braque, Picasso, Picabia, Matisse, de Chirico, Dubuffet etc… Um formidável entusiasmo me conduzia, uma energia euforizante, desestabilizante. Reencontrei estas mesmas sensações diante de ícones brasileiros como: Marianne Peretti, Portinari, Ceschiatti, Ohtake, Martins, Burle Marx, Segall, Di Cavalcanti, Bulcão… Minha experiência brasileira, contemporânea, certamente atemporal, mais cubista e modernista do que nunca, é um profundo testemunho admirativo e entusiasta. Jean-François Rauzier, Fevereiro 2016.  

Criador não convencional de um mundo onírico pós-moderno,

Jean-François Rauzier se interroga, através de suas hiperfotos, sobre o futuro de nosso patrimônio. Com seus mundos quiméricos, ele oferece uma reflexão sobre nossa percepção do mundo e sobre os grandes temas que alicerçam nossas sociedades: a cultura, a ciência, o progresso, a opressão, a ecologia, a utopia, a liberdade, a saúde… Reconhecido por suas arquiteturas imaginárias e por suas numerosas referências culturais e populares, ele transforma os vestígios em verdadeiras utopias e questiona a cidade do futuro, bem como o nosso lugar no mundo moderno, através de padrões de construção diferentes. Chamado de « reencantador do real » pelo crítico de arte e curador de exposição Damien Sausset e colocado no mesmo patamar dos artistas « barrocos numéricos » pelo curador de exposição Régis Cotentin, Rauzier já teve sua obra exposta em várias instituições internacionais (Fundação Annenberg de Los Angeles, Palácio das Belas-Artes de Lille, MOMA de Moscou, Centro Cultural de Botânica de Bruxelas, etc) e está presente em coleções de arte contemporânea (Louis Vuitton, Instituto Cultural B. Magrez, Cidade de Versailles, etc…). Virginie Epry (Agente do Rauzier)

Jean-François RAUZIER

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